domingo, 21 de agosto de 2016

Eu me recuso a acreditar que não tenho escolha de sexo e gênero.

Eu me recuso a acreditar que não tenho nem posso ter nenhuma participação em minhas próprias escolhas de sexo e gênero. Não posso aceitar que o meu destino sexual foi traçado, desde antes do meu nascimento, por um punhado de genes a serviço de um deus irado e muito mal-humorado, além de sexofóbico, homofóbico, transfóbico e inimigo ferrenho de toda forma de prazer.

Recuso-me a ver o mundo com um palco de marionetes, manipuladas por agentes escrotos da religião, da ciência e da cultura.

Eu tenho escolha, sim, e tenho direito de fazer as minhas escolhas. A menos que eu deixe o pastor, o geneticista ou a cultura “confiscar” o meu poder de decisão na arquitetura de mim mesma. Eu não estou alienada de mim ao ponto de precisar ser tutorada por religião, por ciência ou por “cultura”.

Não me venham falar em determinismo biológico de qualquer espécie num mundo onde os machos são exaustivamente condicionados e permanentemente controlados para ser homens e copular apenas com mulheres e as fêmeas são obrigadas a ser mulheres e, apenas copular com, mas servir aos homens. Um mundo que nega a possibilidade de onde qualquer outra escolha fora dessas duas representa uma briga danada para o indivíduo, representa transgressão, loucura e danação.

Levantem todos os impeditivos de escolha, revoguem todas as interdições de escolha, que servem para modelar o comportamento das pessoas e aí teremos um mundo onde as pessoas sejam realmente livres para serem o que elas desejarem ser.

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