quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Você sabe o que é idiotologia de gênero?

Idiotologia é a prática reiterada de diversos tipos de idiotia, dentre elas o igrejismo crônico e a idiotologia de gênero. 

A idiotologia de gênero, que pode ser considerada a quintessência da babaquice do pensamento igrejeiro (igrejeiro = designação genérica de católico ultraconservador e crentino fundamentalista), baseia-se fundamentalmente no dogma bíblico de que deus  criou o homem e a mulher já prontos, essa última de uma costela do primeiro. Para não parecer totalmente "conto do vigário", a idiotologia de gênero também se ampara em  estudos biológicos totalmente vencidos e furados, além daqueles flagrantemente encomendados e pagos com o dinheiro do dízimo.

Os idiotologistas de gênero desprezam solenemente qualquer conhecimento ou pesquisa científica de qualquer espécie que vá contra as suas crenças absurdas. E chegam a afirmar abertamente que se a pesquisa apresentar fatos e conclusões contrárias à bíblia, azar da pesquisa.

Com a autoridade do seu besteirol igrejeiro, os idiotologistas de gênero afirmam convictamente que homem e mulher já vêm prontos de fábrica, um vestindo calça e coçando o saco e a outra usando maquiagem e minissaia. 

Negam e desqualificam, por todos os meios lícitos e ilícitos (principalmente os ilícitos) algo que hoje em dia está mais do que na cara para qualquer pessoa minimamente informada: o papel fundamental da linguagem na socialização das pessoas, produzindo o que a sociedade chama de "homem" e "mulher" ou "masculino" e "feminino". 

Do ponto de vista biológico, as pessoas nascem simplesmente "machos" ou "fêmeas", completamente destituídos de qualquer informação a respeito do funcionamento da sociedade. Ninguém nasce pronto, nem como homem, nem como mulher. É preciso muito tempo, muito empenho, muito controle e vigilância da sociedade para que um macho de nascimento se transforme em homem, considerando que a sociedade ainda classifica as pessoas ao nascer, em homens e mulheres,  em função do órgão que cada pessoa traz entre as pernas. 

O que os igrejeiros se negam a ver é que, se as pessoas não forem socializadas, se não tiverem contato com grupos sociais de referência, se não forem pressionadas a se enquadrar nos modelos sociopolítico-culturais de comportamento, entre os quais se encontram os modelos de homem e de mulher, permanecerão no estado de bichos, de animais primitivos que não aprenderam nenhuma linguagem e, por consequência, não puderam adquirir nenhuma referência de norma de conduta social. 

Mas é bem possível que esses crentinos, nos seus delírios esquizofrênicos, sejam capazes de acreditar que os bebês já nasçam falando "línguas", como certos membros "possuídos" da congregação que costumam se expressar em vários idiomas, sem saber nenhum, em celebrações paranoico-religiosas...

A rigor, não fosse a expansão degenerada de impastores e templos, nem precisaríamos estar perdendo o nosso tempo para mostrar que gênero é aprendido - e não herdado biologicamente, por força do "desejo divino" - como propõem e defendem esses igrejeiros loucos e desvairados. 

Mesmo porque, se o gênero fosse herdado biologicamente, o fato de deus ter empregado uma costela de adão para fazer a mulher teria levado junto a carga genética XY do homem, fazendo dela não mais do que um clone de homem!

Mas, infelizmente, essa lógica elementar não está ao alcance de quem despreza a ciência solenemente, em nome de uma fé estúpida e obtusa, perfeita idiotologia produzida para garantir a dominação do homem sobre a mulher, as regalias masculinas e a preservação do poder do patriarcado.

Um comentário: